QUEM SOMOS
 
 
Uma História de luta em defesa
do curta e do documentário
 
   

          A Associação Brasileira de Documentaristas (ABD) foi fundada durante a Jornada Nordestina de Curta-Metragem, realizada em Salvador em 1973. A idéia de sua criação, bastante antiga, foi inspirada na existência da Associação Internacional de Documentaristas, sediada em Genebra e filiada à Unesco.

          Inicialmente, a ABD reunia produtores, diretores, fotógrafos, montadores e técnicos de som de filmes de curta e média metragens. Atualmente a primeira entidade cinematográfica a congregar profissionais em nível nacional é representada em 27 estados da Federação. A entidade defende questões relacionadas ao cinema cultural e independente em geral nas esferas federal, estadual e municipal.

          São objetivos básicos das ABDs defender e estimular a produção e difusão de filmes de curta e o média metragens, além de longas de diretores estreantes, sejam eles documentários ou ficções, através de uma série de medidas junto aos órgãos governamentais e da iniciativa privada. Além disso, desenvolvem uma luta ampla por políticas culturais que visem a ampliação do mercado exibidor, criando circuitos alternativos de exibição,promovendo festivais, oficinas e seminários. Nesse sentido, a ABD tem firmado diversos convênios com empresas diversas para garantir descontos especiais para seus filiados e sugerindo a criação de programas de fomento à produção, como é o caso do DOCTV.

MAIORIDADE  

          Nesse contexto, a ABD-GO tem tido um importante papel. A idéia embrionária de criação da seção goiana da ABD surgiu na noite do dia 4 de setembro de 1985, numa reunião de cineclubistas goianienses realizada na sede do Grupo de Estudos de Cinema e Artes (Grécia). Este, portanto, a entidade está completando 21 anos de existência. Nesse período vem lutando junto às autoridades governamentais pela implantação de uma política de produção cinematográfica no Estado de Goiás.

          O Cinema Goiano, embora incipiente, tem se projetado nacional e internacionalmente em diversos festivais e mostras, mesmo que ainda não tenha encontrado o devido apoio financeiro para a sua plena realização.

          O Festival Internacional de Cinema e Vídeo Ambiental (Fica) veio dar um impulso à produção local, estimulando a realização de diversos filmes e vídeos. Na primeira edição do festival, em 1999, a ABD-GO propus à então Fundação Cultural Pedro Ludovico (hoje transformada em Agência de Cultura) o apoio financeiro para a finalização de três curtas-metragens (em 16mm e 35mm), dois dos quais participaram da mostra competitiva, sendo que um deles fez carreira internacional. A ABD goiana realizou, também, o primeiro Fórum de Política Regional para o Cinema, onde diversos caminhos foram apontados para o desenvolvimento das artes cinematográficas em Goiás. 

          Como fruto dessas discussões, o Governo do Estado anunciou no II Fica, realizado na Cidade de Goiás (antiga capital), o prêmio estímulo à produção goiana, no valor de R$ 20 mil. Naquele ano, a ABD-GO foi anfitriã do Encontro Nacional da ABD, quando foi plantada a sementinha do programa DOCTV em conversões preliminares entre o então presidente nacional da entidade, Leopoldo Nunes, e Mário Borghnet, da TV Cultura.  Na ocasião, surgiu a idéia embrionária do programa de produção e difusão de documentários na rede  pública de televisão, criado em agosto de 2003, a partir de um convênio entre o Ministério da Cultura, a ABEPEC e a TV Cultura, com o apoio da Associação Brasileira de Documentaristas.

          No III Fica, esse valor subiu para R$ 80 mil, dividido com duas produções. No IV Fica, a mostra do audiovisual goiano, que desde a primeira edição do festival é realizada pela ABD-GO, tornou-se mostra competitiva com a denominação ABD Cine Goiás, com concessão de troféus e premiação em dinheiro. No ano passado, paralelamente à mostra principal do VII Fica, ocorreu a 3ª Mostra ABD Cine Goiás, com dez premiações, num total de R$ 18 mil.

          Além dessa mostra competitiva, a ABD-GO procura oferecer todos os anos uma oficina de formação de platéia e de realizadores. Em 2005, houve a Oficina de Cineclubismo, com Antenor Jr, do Cecibra. No ano passado, foi a vez da oficina Tradição e Transformação do Documentário, ministrada pelo documentarista Sílvio Da-Rin. Em 2007, será a hora e a vez de Joel Pizzini trazer seus conhecimentos para os realizadores goianos através da oficina Filmes de Montagem - O Uso de Imagens de Arquivo na Construção do Discurso Audiovisual, e discutir com o público o método empregado por ele na realização dos seus filmes, que ganham uma retrospectiva no Empório Sebrae-Fica.

Principais metas da diretoria recém eleita no último dia 9:

1 - Desenvolver um trabalho de integração das políticas audiovisuais nas esferas federal, estadual e municipal, buscando a criação de leis complementares que possibilitem a criação de concursos públicos que estimulem e fomentem a produção do audiovisual goiano: documentários para TV, curtas digitais e longas-metragens de baixo orçamento de realizadores estreantes.
2 - Participar de forma ampla do debate nacional em torno de políticas culturais, buscando uma maior integração com as outras 26 ABDs estaduais.
3 - Intensificar a relação com empresas da iniciativa, especialmente as produtoras goianas, o poder público e entidades organizadas com vistas à realização de projetos audiovisuais. Pretende-se também fazer um mapeamento do equipamento existente no Estado para viabilizar um parque técnico a ser utilizado pelos associados da ABD-GO.

4 - Estimular a maior participação dos associados nas reuniões da ABD-GO, valorizando o aspecto pessoal dos seus membros e estabelecendo relações que propiciem a viabilização dos projetos individuais e coletivos de produção e difusão audiovisual. Lutar pelo estabelecimento de uma sede própria.
5 - Realizar cursos de Roteiro Cinematográfico, História do Cinema, Formatação de Projetos Audiovisuais e Oficina de Realização Cinematográfica.
6 - Promover discussões que valorizem o aspecto estético dos documentários e filmes de ficção, a fim de que a entidade não fique restrita à discussão política da cultura, realizando seminários, mostras e debates.
7 - Desenvolver um amplo trabalho de agregação dos associados antigos e buscando a filiação de novos associados, transformando a ABD-GO num ponto de convergência de idéias e troca de experiências entre os antigos e os novos realizadores.
8 - Criar uma Assessoria de Imprensa que vise uma maior divulgação da ABD-GO na mídia, publicando inclusive um Informativo regular. Neste ano, em que a entidade faz 21 anos, lançar uma revista histórica que narre toda a trajetória da ABD-GO desde 1985. Buscar uma interlocução com as TVs Educativas que estão sendo criadas em Goiás, com vistas a ocupar a grade de programação com programas que valorizem e difundam o audiovisual brasileiro.
9 - No âmbito federal lutar pelo fortalecimento da ABD Nacional junto aos órgãos e instituições federais, apoiando a política de regionalização e lutando pela criação dos CTAVs regionais; atuar de forma efetiva na parceria com o Ministério da Cultura, ABEPEC e TV Cultura para a consolidação e expansão do Programa de Fomento à Produção e Teledifusão do Documentário Brasileiro (DocTV); organizar o Encontro Nacional das ABDs nos Festivais realizados em Goiás; lutar pela integração das ABDs da Região Centro-Oeste, buscando uma maior participação dessas regionais nas eleições da diretoria da ABD Nacional; apresentar propostas junto ao Congresso Brasileiro de Cinema (CBC); participar ativamente das Jornadas dos Cineclubes e lutar pela efetivação do Circuito Alternativo de Exibição CNC-ABD.
10 - No âmbito estadual, promover ações que visem o fortalecimento da representatividade da ABD-GO na defesa dos interesses dos seus associados, sugerindo a criação de políticas de fomento à produção e difusão do audiovisual goiano; participar efetivamente da organização de mostras dentro dos festivais de cinema realizados no Estado; divulgar amplamente o Convênio ABD; e promover mostras específicas nas salas de exibição da capital e no interior do Estado; reativar a parceria com a Agepel no sentido de dar continuidade ao Projeto a Escola vai ao Cinema/O Cinema vai à Escola, como forma de interligar a produção independente à rede estadual de ensino e criar núcleos de produção e difusão do audiovisual nas escolas.
11 - No âmbito municipal, atuar de forma efetiva na escolha dos membros do Conselho Municipal de Cultural e nas suas resoluções; desenvolver esforços pela implantação da Cinemateca de Goiânia, já criada por Lei Municipal; propor projetos de formação de público, através de mostras de curtas, médias e longas metragens em bairros e em praças públicas; participar efetivamente da realização do FestCine Goiânia; desenvolver parcerias com a Secretaria Municipal de Cultura para a promoção de oficinas e cursos de formação técnica do audiovisual, criando núcleos de produção e difusão do audiovisual nas escolas municipais; implantação do Projeto Cinema na Escola, como forma de interligação da produção independente com a rede municipal de ensino.

Constituição da atual diretoria

Presidente: Beto Leão

Vice-Presidente: Viviane Louise

Secretário:'' Benedito de Castro Ribeiro

2º Secretário:'' Paulo Henrique Macedo

Tesoureira: Ângela Torres

Conselho Fiscal:

Eudaldo Guimarães

William Borges

Lázaro Neves